Rio Branco, AC, 21 de outubro de 2026 17:29

Campanha de Lula aceita condições de Flávio Bolsonaro para quebra de sigilos e anuncia resposta ao TSE

Equipe do presidente afirma que não se opõe às exigências apresentadas pelo adversário e pretende formalizar posicionamento nesta quinta-feira (22).

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (21), que não se opõe às condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para autorizar a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. A declaração foi feita pelo coordenador político da campanha petista, senador Camilo Santana, em meio à troca de propostas entre os dois candidatos à Presidência da República na reta final do segundo turno das Eleições 2026.

Segundo Camilo Santana, as exigências feitas por Flávio Bolsonaro representam uma tentativa de manobra política. “Todas as condicionantes, a única resposta é que o presidente não se opõe em absolutamente nada que ele colocou, contanto que ele faça”, declarou. A campanha de Lula informou que pretende comparecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 11h desta quinta-feira (22), para protocolar uma resposta formal às condições estabelecidas pelo adversário.

A discussão começou após Lula desafiar Flávio Bolsonaro, durante o debate da TV Bandeirantes, no domingo (18), a divulgar seus dados bancários e telefônicos. Na terça-feira (20), o presidente formalizou ao TSE uma proposta de abertura de seus próprios sigilos e dos de familiares, condicionada à adoção da mesma medida pelo adversário. Em resposta, Flávio apresentou exigências adicionais, incluindo a divulgação de informações de pessoas e instituições ligadas ao presidente, como o Instituto Lula e ex-assessores.

A troca de propostas ocorre a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Apesar das manifestações das duas campanhas, a efetiva divulgação dos dados ainda depende de procedimentos legais e da autorização dos titulares das informações, quando envolver terceiros. O TSE também não é automaticamente obrigado a investigar ou divulgar os registros apenas pela manifestação de vontade dos candidatos.

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