Rio Branco, AC, 22 de outubro de 2026 11:14

Aline Bardy rebate Ana Carolina Oliveira após parlamentar relatar ataques por apoiar Flávio Bolsonaro: “Cadê sua coerência?”

Em vídeo, Aline questiona posicionamento político da mãe de Isabella Nardoni e aponta contradições entre sua história de luta por justiça e o apoio ao candidato.

Aline Bardy se pronunciou após Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, aparecer chorando em um vídeo no qual relata estar sofrendo ataques por declarar apoio a Flávio Bolsonaro. Em resposta, Aline questiona a coerência da parlamentar e afirma que as críticas não estão relacionadas à sua dor como mãe, mas à escolha política que decidiu tornar pública.

Durante a gravação, Aline afirma que Ana Carolina colocou a história da filha no centro de sua trajetória política e, por isso, precisa estar preparada para questionamentos sobre seus posicionamentos. “Você não está sendo atacada, não. O que as pessoas estão questionando é: cadê sua coerência?”, dispara. Ela também critica o apoio ao candidato, citando supostas ligações de Flávio Bolsonaro com a defesa de pessoas envolvidas em crimes contra crianças.

Em outro momento, Aline menciona o caso de Ana Clara, uma menina de cinco anos que, segundo seu relato, morreu após ser atingida por um disparo de fuzil atribuído a um policial. Ela compara a dor das duas mães e questiona por que Ana Carolina apoiaria um político que, conforme alega, defende o agente envolvido. As acusações apresentadas no vídeo não vêm acompanhadas de documentos que permitam confirmar essa relação.

Aline também contesta a responsabilização do presidente Lula pela progressão de regime de Alexandre Nardoni, condenado pela morte de Isabella. Ela lembra que a Lei de Execução Penal, responsável por regulamentar a progressão de regime no Brasil, foi instituída em 1984, durante o governo de João Figueiredo, e não durante os governos petistas.

Ao finalizar, Aline reforça que mantém o carinho e o respeito pela memória de Isabella, mas demonstra indignação com a decisão da parlamentar. “A sua filha virou anjo, o que a gente sente por ela é só amor. E agora o que eu sinto por você neste momento é só indignação mesmo”, declara. A gravação termina com um questionamento direto a Ana Carolina sobre como ela concilia sua história pessoal com o apoio político declarado.

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