Rio Branco, AC, 22 de outubro de 2026 11:30

ONU alerta para risco de desequilíbrio nas eleições brasileiras e aponta possíveis irregularidades na atuação da Meta

Especialistas apontam possíveis restrições a conteúdos políticos no Instagram, Facebook e WhatsApp e alertam para riscos à democracia durante o segundo turno presidencial.

Especialistas independentes ligados à Organização das Nações Unidas (ONU) emitiram, na ultima quarta-feira (21), um alerta sobre possíveis desigualdades no tratamento de conteúdos políticos pela Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp. Segundo o comunicado, falhas nos sistemas de moderação e distribuição de publicações podem comprometer a igualdade de condições entre os candidatos nas eleições presidenciais brasileiras de 2026.

O documento aponta relatos de bloqueios temporários de contas de campanha, redução no alcance de publicações, diferenças na contagem de visualizações e restrições no uso de ferramentas de inteligência artificial. As denúncias envolvem a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que acusa a plataforma de favorecer seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL). Os especialistas, porém, não afirmaram que houve favorecimento deliberado comprovado.

Diante das denúncias, os especialistas cobraram que a Meta investigue possíveis falhas em seus algoritmos, apresente explicações e adote medidas para garantir tratamento igualitário às campanhas. O alerta destaca que restrições injustificadas à liberdade de expressão podem prejudicar o acesso à informação e a participação política dos eleitores, especialmente às vésperas da votação marcada para domingo (25).

A Meta nega qualquer interferência intencional no processo eleitoral ou favorecimento de candidatos. A empresa reconheceu falhas técnicas temporárias, mas afirmou que problemas também atingiram outras campanhas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já determinou que a plataforma assegure tratamento igualitário aos candidatos, enquanto as denúncias continuam sob análise da Justiça Eleitoral.

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