Empresário mexicano Simón Levy afirma que senador está a caminho dos Estados Unidos, onde poderá solicitar asilo político
O empresário mexicano Simón Levy, que se apresenta como interlocutor do presidente norte-americano Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (27) que os Estados Unidos estão preparando uma operação para garantir a segurança do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração ocorre após informações de que o parlamentar teria deixado o Brasil com destino ao território americano, dois dias depois de ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais.
Em publicação na rede social X, Levy, ex-integrante do governo do presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador, declarou ter conhecimento da saída de Flávio do território brasileiro. Segundo o empresário, uma operação de proteção estaria em andamento para receber o senador nos Estados Unidos. Até o momento, não há confirmação oficial do governo norte-americano sobre a existência dessa operação.
De acordo com informações divulgadas pela coluna do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Flávio deixou o Brasil acompanhado da esposa e das duas filhas, com o auxílio de um grupo restrito de aliados. A expectativa relatada pelas fontes é de que o senador desembarque na Flórida ainda nesta terça-feira e apresente um pedido de asilo político ao governo de Donald Trump. A solicitação, entretanto, ainda não foi formalmente confirmada.
A saída do país ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal. O parlamentar não cumpriu o prazo estabelecido, encerrado na manhã desta terça-feira, e teve os documentos cancelados. A medida foi adotada no contexto de investigações conduzidas pelo STF, incluindo suspeitas de lavagem de dinheiro.
Embora aliados tenham confirmado à imprensa que Flávio deixou o Brasil, ainda não há confirmação oficial de sua chegada aos Estados Unidos nem da concessão de qualquer medida de proteção pelo governo Trump. A Polícia Federal acompanha o caso, enquanto novas informações sobre o destino do senador continuam sendo divulgadas.


