Boletim da Secretaria de Saúde aponta que oito casos foram provocados pela bactéria pneumococo, responsável pelas três mortes registradas no estado.
O Acre já contabiliza 18 casos confirmados de meningite e três mortes pela doença em 2026, segundo o Boletim Epidemiológico nº 21 da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), atualizado em 22 de outubro. Ao todo, foram registradas 50 notificações de casos suspeitos até a semana epidemiológica 41, encerrada em 17 de outubro.
Entre os casos confirmados, oito foram provocados pela bactéria pneumococo, responsável pelas três mortes registradas neste ano. Também foram identificados três casos de meningite meningocócica, dois causados por outras bactérias, dois de origem viral e outros três classificados em diferentes causas. A taxa de letalidade da doença no estado é de aproximadamente 16,6%.
Rio Branco e Cruzeiro do Sul concentram o maior número de registros, com seis casos confirmados em cada município. Na capital, duas pessoas morreram em decorrência da doença. Xapuri contabiliza dois casos e uma morte, enquanto Feijó, Porto Acre, Porto Walter e Senador Guiomard apresentam uma confirmação cada.
O levantamento também revela que os casos de meningite por pneumococo quadruplicaram em relação a 2025, passando de dois para oito registros. Apesar desse aumento específico, o número total de mortes por meningite caiu de seis, no ano passado, para três em 2026. Os dados deste ano ainda são parciais e podem sofrer alterações.
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode provocar complicações graves. Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos e rigidez na nuca. A Sesacre reforça a importância da vacinação e orienta que a população procure atendimento médico imediatamente diante de sinais suspeitos, evitando a automedicação.


