A família do engenheiro ambiental Marcelo Oliveira Rocha, de 28 anos, autorizou a doação de órgãos após a confirmação da morte cerebral do jovem, na segunda-feira (26). Segundo familiares, as doações já ajudaram quatro pessoas que aguardavam transplantes.
Marcelo foi agredido por um grupo de homens em Santos, no litoral de São Paulo, no sábado (24), após um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em entrevista à CNN Brasil, o pai do engenheiro afirmou que a decisão foi tomada em conjunto pelos familiares. Embora nunca tivessem conversado com Marcelo sobre doação de órgãos, eles acreditam que a iniciativa correspondia à vontade dele.
“A decisão foi de todos da família, pois ele era tão bom que de onde ele estiver, seria a vontade dele também, de ajudar o próximo”, declarou.
De acordo com o pai, a família não estabeleceu restrições à doação. Rim, pâncreas, fígado e córneas foram considerados aptos para o procedimento.
Marcelo era formado em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde também cursava mestrado. O sepultamento ocorreu na quarta-feira (28), no Cemitério Congonhas, na zona sul da capital paulista.


