Rio Branco, AC, 3 de novembro de 2026 15:06

Sob escolta policial, advogado suspeito de mandar matar ex-companheira é transferido em estado grave

O advogado Francisco Valadares Neto, de 55 anos, apontado pelas investigações como principal suspeito de ser o mandante do assassinato da ex-companheira, foi transferido em estado grave, sob forte escolta policial, para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco, na tarde desta terça-feira (3).

Francisco teria atentado contra a própria vida após o assassinato da ex-companheira, morta a tiros recentemente enquanto estava em um bar. Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado inicialmente a uma unidade de saúde.

De acordo com informações médicas, o advogado deu entrada por volta das 9h30, apresentando rebaixamento severo do nível de consciência e complicações respiratórias. O quadro foi diagnosticado inicialmente como intoxicação exógena grave, supostamente provocada pela ingestão de uma grande quantidade de medicamentos associados a outras substâncias químicas.

Devido à gravidade da situação e ao risco de broncoaspiração, a equipe médica realizou procedimentos de emergência, incluindo a intubação orotraqueal. O paciente precisou permanecer sedado, sob ventilação mecânica e monitoramento contínuo.

A ocorrência foi classificada como prioridade vermelha, considerada de risco iminente de morte. Diante da complexidade do quadro clínico, a regulação médica determinou a transferência em uma Unidade de Suporte Avançado (USA), com destino a um leito de UTI no Pronto-Socorro da capital.

Por se tratar de um investigado pelo assassinato da ex-companheira, a transferência foi realizada sob escolta policial, com acompanhamento permanente das forças de segurança durante o deslocamento e a internação.

A Polícia Civil acompanha a evolução do estado de saúde do advogado e deverá dar continuidade às medidas investigativas e judiciais relacionadas ao caso. Até o momento, ele é apontado como suspeito, e as circunstâncias do crime seguem sob investigação.

Compartilhe

Facebook
Twitter
WhatsApp