Rio Branco, AC, 7 de novembro de 2026 13:00

Ex-deputada Carla Zambelli arrecada mais de R$ 63 mil em vaquinha para despesas na Itália

A ex-deputada federal Carla Zambelli já arrecadou mais de € 10,3 mil, o equivalente a cerca de R$ 63,1 mil, por meio de uma campanha de arrecadação criada para custear despesas enquanto permanece na Itália. Segundo informações divulgadas pela própria campanha, os recursos são destinados a gastos jurídicos e outras despesas relacionadas ao processo que envolve a ex-parlamentar no país europeu.

A vaquinha foi criada após Zambelli afirmar que decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes estariam impedindo a abertura de uma conta bancária e o recebimento de salário na Itália. A campanha “Ajude Carla Zambelli” registra 398 doações, sendo a maior delas de € 500, feita de forma anônima.

De acordo com nota divulgada por Zambelli, o valor de € 10 mil apresentado na plataforma corresponde à soma das contribuições recebidas em diferentes períodos. Aproximadamente cinco meses atrás, a campanha havia arrecadado € 7,8 mil, utilizados para custear honorários advocatícios, traduções juramentadas e outras despesas relacionadas à preparação da defesa no processo judicial na Itália. Após a reativação da campanha, outros € 2,2 mil foram arrecadados.

Zambelli deixou o Brasil e permanece na Itália após ser condenada em processos criminais no país. Em uma das ações, relacionada à invasão hacker de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ela recebeu pena de 10 anos e 8 meses de prisão, em decisão que transitou em julgado.

O governo brasileiro chegou a solicitar a extradição da ex-deputada, mas o pedido foi negado pela Justiça italiana. Na decisão, os magistrados consideraram que o ministro Alexandre de Moraes não poderia atuar no julgamento do caso por ter sido apontado como “juiz e vítima” dos atos atribuídos a Zambelli.

Em outro processo, a ex-deputada foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O caso teve origem em uma perseguição a um homem armado na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

Após deixar o Brasil, Zambelli também teve o nome incluído na lista vermelha da Interpol em decorrência da condenação relacionada ao caso do CNJ.

A campanha de arrecadação continua sendo utilizada para reunir recursos destinados às despesas jurídicas e à permanência da ex-deputada na Itália.

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