Rio Branco, AC, 28 de junho de 2026 10:32

A menos de um mês das convenções, pré-candidatos intensificam articulações para definir candidatos a vice-presidente

Faltando menos de um mês para o início das convenções partidárias, período em que os partidos oficializam seus candidatos para as eleições, as equipes de pré-campanha dos principais presidenciáveis aceleram as negociações para definir quem ocupará a vaga de vice nas chapas.

A escolha do vice tem sido pautada por critérios estratégicos. Entre os principais fatores considerados está a capacidade do nome escolhido de reduzir resistências junto a segmentos específicos do eleitorado e ampliar o diálogo político da candidatura.

Um dos exemplos mais marcantes ocorreu nas eleições de 2022, quando o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou Geraldo Alckmin (PSB), antigo adversário político, para compor sua chapa. A aliança foi interpretada como um movimento para ampliar o apoio ao centro político.

Na disputa atual, o senador Flávio Bolsonaro (PL) busca fortalecer sua candidatura entre o eleitorado feminino e trabalha para que a vaga de vice seja ocupada por uma mulher.

Para o cientista político Carlos Ranulfo, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o principal papel do vice não é necessariamente transferir votos, mas enviar uma mensagem política ao eleitorado e aos demais partidos.

“O bom vice agrega. Ele pode não necessariamente agregar voto porque o cabeça de chapa é o cabeça de chapa, dificilmente o vice agrega tanta votação assim. Mas o vice é uma sinalização que o partido faz para uma parcela do eleitorado, para a opinião pública e para outros partidos”, afirma o especialista.

Com a proximidade das convenções, a expectativa é de que as definições sobre os candidatos a vice se intensifiquem nas próximas semanas, consolidando as alianças que irão compor as chapas para a disputa presidencial.

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