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Acre fecha novembro com queda no número de empregos formais, aponta Fecomércio

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC) analisou os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados em dezembro de 2025 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que traçam um panorama das admissões e demissões formais ocorridas no país. As informações são consideradas estratégicas para a economia nacional e regional, por indicarem o nível de ocupação formal e a renda gerada pelo trabalho.

De acordo com o Novo Caged, o Brasil registrou, em novembro, um saldo positivo de 85.845 postos de trabalho com carteira assinada. O crescimento foi impulsionado principalmente pelos setores de comércio e serviços, que concentraram o maior volume de contratações no período, com 78.249 vagas no comércio e 75.131 no setor de serviços.

Em contrapartida, alguns segmentos apresentaram desempenho negativo. A indústria geral, especialmente a indústria de transformação, fechou novembro com redução de 30.890 postos de trabalho. A construção civil também teve retração significativa, com menos 23.804 vagas, enquanto a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura perderam 16.566 postos formais. Ainda assim, o mês encerrou com variação positiva de 0,18% em relação a outubro.

No Acre, o cenário foi diferente. O estado apresentou saldo negativo de 74 postos de trabalho em novembro. Apesar disso, o acumulado de 2025 permanece positivo, com 53.810 admissões e 48.438 desligamentos, resultando em um saldo de 5.482 empregos formais e variação relativa de 4,96%.

Entre os setores que mais contribuíram para a redução no estado, a construção civil liderou as perdas, com 372 postos a menos. A Administração Pública registrou redução de 98 vagas, enquanto a indústria de transformação teve saldo negativo de sete postos. Por outro lado, o comércio ajudou a equilibrar o resultado, com a geração de 208 empregos formais, seguido pelo setor de serviços, que criou 67 novas vagas.

No recorte municipal, Rio Branco apresentou o melhor desempenho, com saldo positivo de 300 postos formais. Também registraram crescimento no emprego Sena Madureira, com 54 vagas, Cruzeiro do Sul, com 36, e Acrelândia, com 20 novos postos. Em sentido oposto, alguns municípios tiveram mais desligamentos do que contratações, como Plácido de Castro (-237), Capixaba (-161), Senador Guiomard (-40), Xapuri (-34) e Porto Walter (-10).

Segundo o assessor da presidência da Fecomércio/AC, Egídio Garó, a redução no número de trabalhadores formais no estado é um movimento recorrente no fim do ano. “Essa movimentação na redução do número de trabalhadores formais no Estado é percebida nos finais de ano e, em 2025, foi intensificada pelos pedidos de desligamento espontâneo e preferência na informalidade. Um estudo relevante pode ser elaborado para um melhor entendimento; envolve os programas sociais que, direta ou indiretamente, influenciam na redução do número de postos formais ocupados no estado do Acre”, concluiu.