Rio Branco, AC, 9 de setembro de 2026 18:11

Alan Rick coloca realinhamento salarial de policiais e bombeiros entre as prioridades para o governo

O candidato ao Governo do Acre, Alan Rick (Republicanos), colocou o realinhamento salarial dos policiais militares e bombeiros entre as prioridades para o governo durante encontro com representantes das categorias nesta quarta-feira (9), no Clube dos Oficiais da PM e BM. Ao lado da candidata ao Senado Mara Rocha (Republicanos), ele recebeu um documento técnico elaborado pelo Conselho Político Militar (CPM).

A principal reivindicação é o realinhamento salarial, apontado pelas entidades como necessário para corrigir distorções e estabelecer uma diferença proporcional entre os salários pagos no início e no topo da carreira. O documento também reúne propostas de progressão horizontal, reestruturação da carreira, revisão do banco de horas, equiparação do auxílio-invalidez ao auxílio-aptidão e aumento do número de vagas nos quadros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

“Nosso governo vai abrir as portas e estará absolutamente comprometido em dialogar com vocês. Vamos trabalhar pelo realinhamento salarial, pela titulação e pela valorização das carreiras”, afirmou Alan.

O candidato assumiu o compromisso de construir as soluções junto com os representantes das categorias, com planejamento e organização. Para garantir recursos, defendeu aumentar a arrecadação sem elevar impostos, organizar os gastos e combater a corrupção.

“A Polícia Militar e os bombeiros são fundamentais para o nosso Estado. Vocês podem contar comigo. Nosso governo vai tratar essas categorias com respeito, dignidade e o reconhecimento que merecem”, garantiu.

Presidente da Associação dos Militares do Estado do Acre (AME-AC), o sargento Gean Messias explicou que o realinhamento é prioridade por permitir a correção das demais distorções. “Também defendemos a valorização salarial e a reestruturação da carreira. É preciso planejamento e diálogo para avançar nas pautas da categoria”, declarou.

Entre os problemas apresentados estão o longo tempo de espera por promoções, que dependem da abertura de vagas, a defasagem salarial e o déficit de efetivo. Segundo o CPM, há militares que permanecem cerca de dez anos entre as graduações de terceiro e segundo-sargento, enquanto a remuneração dos sargentos acreanos está entre 13% e 21% abaixo da média nacional. Na Polícia Militar, dos 4.734 policiais previstos, 2.320 estão na ativa, um déficit de 50,99%. No Corpo de Bombeiros, são 672 militares para um quadro previsto de 1.765, o que representa déficit de 61,93%.

Presidente da ABMAC, o sargento Diego Silva defendeu a participação das entidades na construção das soluções. “Precisamos de um governo que esteja junto e ouça os profissionais. Não queremos apenas cobrar. Queremos participar da construção de algo melhor para todos”, afirmou.

A presidente do Clube dos Oficiais da PM e BM, major Anaide, destacou a esperança das categorias em uma proposta que considere suas necessidades.

Ao recordar sua atuação parlamentar, Alan citou o trabalho pela aprovação da Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros, a defesa do regime previdenciário diferenciado dos militares e os recursos destinados para viaturas, armamentos, coletes, drones, computadores e equipamentos para unidades especializadas.

O plano de governo de Alan também prevê a criação de um gabinete interinstitucional, com a participação do Judiciário e do Ministério Público, para fortalecer o combate ao crime organizado.

“Para enfrentar o crime organizado, precisamos de policiais motivados, respeitados e valorizados. Eles não estarão sozinhos. O governo estará junto, dando as condições necessárias para esse trabalho”, disse Alan.

O encontro abriu uma agenda de diálogo com quem vive o dia a dia da segurança pública do Acre. Depois dos militares, Alan também se reúne com representantes dos policiais penais e dos policiais civis.

Também participaram o tenente-coronel Araújo, presidente da ASSOF; o sargento Madson, presidente da Associação das Praças da PM; o coronel Edvan, candidato a deputado federal pelo Republicanos; o coronel Agleison, candidato a deputado estadual pelo Novo; e Oséias, candidato a deputado estadual pelo Republicanos.

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