Rio Branco, AC, 2 de abril de 2025 21:18
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Aluguel de veículos por empresa de confecção levanta questionamentos sobre gastos no mandato de Gerlen Diniz

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Uma situação questionadora envolvendo o atual prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP), tem gerado debates sobre a legalidade e transparência na administração de recursos públicos. Durante quase dois anos, Diniz destinou valores superiores a R$ 9 mil mensais a uma empresa do ramo de confecções para o aluguel de veículos. Tal aluguel aconteceu enquanto ele ainda era deputado federal. Em alguns meses, esse valor chegou a R$ 12,5 mil.

Câmara dos Deputados

A questão que mais chama atenção não é o aluguel em si, mas sim a escolha da empresa contratada. De acordo com registros oficiais, a categoria primária da empresa não está relacionada ao aluguel de automóveis, o que levanta um questionamento: por que o ex-deputado optou por contratar uma empresa de confecção para essa finalidade?

O caso se torna ainda mais curioso diante de indícios de possível favorecimento. A empresa em questão, segundo informações que circulam nos bastidores políticos, pertenceria a um amigo de Gerlen Diniz. Se confirmado, isso pode configurar um caso de direcionamento indevido de verba pública, contrariando os princípios da impessoalidade e moralidade administrativa previstos no artigo 37 da Constituição Federal.

Outro ponto que gera dúvidas é a continuidade do contrato durante o período eleitoral de 2024, quando Diniz disputava a prefeitura de Sena Madureira. Por que, mesmo afastado para a campanha, o contrato permaneceu vigente? A legislação eleitoral impõe restrições ao uso de recursos públicos nesse período, e a manutenção desse contrato pode exigir explicações detalhadas.

Os veículos alugados foram um Toyota Hilux 2024 (placa SQQ0F82), pelo qual se pagava R$ 9.100,00 mensais, e um Fiat Uno 2016 (placa NAE7324), cujo aluguel era de R$ 3.400,00 mensais. A escolha de modelos tão distintos também levanta dúvidas sobre os critérios de necessidade e economicidade.

Diante dessas informações, circula uma pergunta por meio dos internautas. “Há legalidade nesses contratos ou trata-se de uma manobra para beneficiar aliados?”. Os órgãos de controle devem exigir respostas e, se necessário, uma ação civil pública para verificar se houve desvio de finalidade no uso dos recursos públicos.