Rio Branco, AC, 6 de agosto de 2026 15:11

Anvisa proíbe venda de produtos para emagrecimento irregulares e alerta para lote falsificado de testosterona

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (6), a apreensão de medicamentos comercializados com promessa de emagrecimento que eram vendidos de forma irregular no país. A medida foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução nº 3.055/2026.

A decisão proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e o uso de todos os lotes dos produtos Ozempic Natural, Slim Turbo Premium e Slim CPS Dourado Gold.

Segundo a Anvisa, os produtos não possuem registro na agência, requisito obrigatório para que medicamentos possam ser comercializados no Brasil. Além disso, as empresas responsáveis pela fabricação também não possuem cadastro junto ao órgão regulador.

Alerta para testosterona falsificada

Na mesma resolução, a Anvisa emitiu um alerta sobre um lote falsificado do medicamento Nebido, que contém testosterona e é indicado para tratamentos específicos sob prescrição médica.

De acordo com a fabricante, o lote KT0S5T4 é falsificado e apresenta diferenças no padrão de impressão das informações variáveis da embalagem, o que permitiu sua identificação. A agência orienta que pacientes e profissionais de saúde não utilizem unidades pertencentes a esse lote.

Embora o medicamento tenha indicação para condições clínicas específicas, a testosterona é frequentemente utilizada de forma inadequada por pessoas que buscam aumento acelerado da massa muscular, prática que pode representar riscos à saúde quando feita sem acompanhamento médico.

Produtos de cannabis também foram alvo de restrição

A Anvisa também determinou a proibição de todos os produtos à base de cannabis fabricados pela Associação Canábica Nordeste (Acanne).

Segundo a agência, a entidade não possui autorização de funcionamento válida e estaria operando em local desconhecido, o que inviabiliza a regularização de suas atividades. A associação foi procurada para comentar a decisão, mas não respondeu até o fechamento da reportagem.

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