Duane Davis, de 63 anos, recebeu pena de 40 anos à prisão perpétua por organizar o ataque que matou o rapper em 1996
Quase 30 anos após a morte do rapper Tupac Shakur, um dos maiores nomes da história do hip-hop, a Justiça dos Estados Unidos condenou Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, por organizar o assassinato do artista. A sentença foi anunciada nesta terça-feira (13), em Las Vegas, no estado de Nevada, e estabelece uma pena de 40 anos de prisão à prisão perpétua.
Davis havia sido considerado culpado por homicídio em primeiro grau em agosto deste ano. Segundo a acusação, ele coordenou o ataque e forneceu a arma utilizada no crime, embora não tenha sido apontado como o responsável pelos disparos. Durante a audiência, a juíza Carli Kierny destacou a gravidade do assassinato e as consequências da morte do artista para sua família.
O crime aconteceu em 7 de setembro de 1996, quando Tupac estava em um carro com o empresário musical Suge Knight, em Las Vegas. O veículo foi atingido por disparos, e o rapper morreu seis dias depois, aos 25 anos. Para os investigadores, o ataque teria sido motivado por uma briga envolvendo integrantes do grupo de Tupac e Orlando Anderson, sobrinho de Davis, em um cassino da cidade.
O caso permaneceu sem solução durante décadas e ganhou novos desdobramentos após declarações do próprio Davis em entrevistas e em um livro publicado em 2019, no qual relatou seu envolvimento nos acontecimentos. Ele foi preso em 2023 e se tornou a única pessoa processada criminalmente pelo assassinato. A defesa contestou as provas apresentadas e anunciou que pretende recorrer da condenação.


