O árbitro somali Omar Artan, que teve a entrada negada nos Estados Unidos para atuar na Copa do Mundo de 2026, foi recebido com homenagens e apoio popular ao retornar à Somália nesta quarta-feira. Milhares de pessoas participaram da recepção no Estádio de Mogadíscio, capital do país, onde o árbitro apareceu sendo carregado por apoiadores e acenando para a multidão.
A chegada de Artan ao país foi marcada por manifestações de solidariedade. Considerado um símbolo de orgulho nacional por muitos somalis, o árbitro foi tratado como herói logo após desembarcar. Durante o evento, ele agradeceu o apoio recebido e afirmou que pretende seguir sua carreira na arbitragem internacional, manifestando o desejo de participar da próxima edição da Copa do Mundo, prevista para 2030.
O caso ganhou repercussão internacional após o governo dos Estados Unidos informar que havia negado a entrada do árbitro em território norte-americano por motivos relacionados à segurança nacional. Segundo autoridades americanas, uma análise de antecedentes teria apontado supostas ligações com pessoas investigadas por envolvimento com organizações terroristas, o que levou à sua classificação como inadmissível para ingresso no país.
A decisão teve impacto direto na participação de Omar Artan no Mundial. De acordo com um porta-voz da FIFA, o árbitro não poderá atuar nem participar das atividades de arbitragem da competição, que teve início nesta quinta-feira na Cidade do México.
Apesar da exclusão do quadro de arbitragem da Copa do Mundo de 2026, Artan afirmou ter recebido apoio da FIFA durante o episódio. O caso continua gerando debates sobre critérios de segurança, imigração e os efeitos dessas decisões na carreira de profissionais do esporte internacional.


