Rio Branco, AC, 24 de março de 2026 10:16

Banco Central adota cautela máxima e evita antecipar novos cortes de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, reduziu a taxa básica de juros do país, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano, no primeiro corte em quase dois anos. Apesar da redução, o Banco Central deixou claro que os próximos cortes ainda são incertos e vão depender do comportamento da inflação e do cenário internacional. 

Em ata divulgada nesta terça-feira (24), o órgão apontou que a guerra no Oriente Médio aumentou a preocupação com a economia, principalmente por causa da alta do petróleo, que pode encarecer combustíveis e pressionar outros preços no Brasil.

Na prática, o recado do Banco Central é que os juros começaram a cair, mas isso não significa que novas reduções acontecerão rapidamente. O Copom afirmou que vai continuar agindo com cautela e observar os próximos dados antes de decidir os próximos passos. Embora o corte de 0,25 ponto percentual já fosse esperado pelo mercado, a ata mostrou um tom mais prudente, porque a crise no exterior elevou a incerteza e fez crescer novamente a preocupação com a inflação.

O documento também mostra que os juros continuam altos de forma intencional para segurar a inflação. Mesmo com a queda da Selic, o Banco Central entende que ainda é preciso manter uma política mais dura para evitar que os preços subam além do esperado.

A previsão do próprio Copom é que a inflação oficial, medida pelo IPCA, termine 2026 em 3,9%, acima do centro da meta, que é de 3%. Por isso, o Banco Central avalia que há espaço para começar a reduzir os juros, mas ainda não vê segurança para acelerar esse processo. Hoje, mesmo após o corte, o Brasil segue com a segunda maior taxa de juros reais do mundo, atrás apenas da Turquia.

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