BOPE prende foragida da Justiça suspeita de envolvimento em homicídio ocorrido em 2020
O Batalhão de Operações Especiais (BOPE), por meio da Companhia GIRO, equipe Charlie, realizava patrulhamento e fiscalização na Estrada do Calafate quando um veículo modelo Polo, de cor branca, chamou a atenção dos policiais. A passageira seguia sem utilizar o cinto de segurança, o que motivou a ordem de parada para orientação do condutor e verificação da situação dos ocupantes.
Durante a abordagem, a passageira informou um nome falso. Diante da atitude suspeita, os policiais solicitaram apoio de investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que confirmaram a verdadeira identidade da mulher: Amanda de Lima Moura, de 27 anos. Em consulta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), foi constatada a existência de um mandado de prisão em aberto contra ela, pelo crime de homicídio (artigo 121 do Código Penal).
O mandado foi expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco.
De acordo com as investigações, Amanda e outras oito pessoas são apontadas como participantes da morte de Kesia Nascimento da Silva, que tinha 20 anos à época do crime. A jovem desapareceu no dia 28 de janeiro de 2020, após ser vista pela última vez deixando o filho em uma lanchonete.
As apurações da DHPP indicaram que a ordem para a execução partiu de duas mulheres que estavam em São Paulo. Elas foram presas no dia 15 de outubro de 2020, durante a terceira fase da Operação Sinapse, deflagrada pela Polícia Civil. Segundo a investigação, as suspeitas teriam acompanhado a execução da vítima por videoconferência.
A polícia concluiu ainda que Kesia foi morta, esquartejada e teve o corpo jogado no Rio Acre. A motivação do crime estaria relacionada à suposta mudança de facção criminosa por parte da vítima.
A Justiça apontou que nove pessoas participaram diretamente da execução, incluindo Amanda, que estava foragida desde então.
Após a prisão, a mulher foi conduzida à Delegacia Central de Flagrantes (DEFLA) para os procedimentos legais e, posteriormente, deverá ser encaminhada ao complexo prisional feminino, onde permanecerá à disposição da Justiça.