Rio Branco, AC, 30 de outubro de 2026 15:48

Brasil bate recorde de trabalhadores ocupados, mas informalidade ainda atinge 38,8 milhões de pessoas

O Brasil registrou taxa de desemprego de 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor patamar da série histórica, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento também apontou recorde no número de pessoas ocupadas, que chegou a 103,6 milhões em todo o país. Apesar dos resultados positivos no mercado de trabalho, a informalidade continua atingindo uma parcela expressiva da população. Ao todo, 38,8 milhões de trabalhadores estão nessa condição, o equivalente a 37,5% das pessoas ocupadas. O percentual representa uma redução em relação ao mesmo período do ano passado, quando a taxa era de 37,8%. Na comparação com a divulgação anterior, o índice permaneceu estável. Os dados, portanto, mostram que a queda do desemprego não foi acompanhada por um avanço generalizado da informalidade.Na comparação com o trimestre encerrado em junho, o país registrou acréscimo de 581 mil pessoas ocupadas, enquanto o número de desempregados diminuiu em 234 mil. Mesmo com o avanço da ocupação, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, excluindo os empregados domésticos, permaneceu em 39,4 milhões. O resultado apresentou estabilidade tanto na comparação trimestral quanto na anual. A pesquisa do IBGE considera diferentes formas de inserção no mercado de trabalho, incluindo empregados com carteira assinada, trabalhadores por conta própria, empregadores e pessoas que atuam na informalidade.Por isso, a redução do desemprego não significa necessariamente que todos os novos postos de trabalho tenham sido preenchidos por profissionais com vínculo formal. Renda dos trabalhadores também cresceOutro destaque do levantamento foi o aumento da renda. O rendimento médio real dos trabalhadores chegou a R$ 3.790, com crescimento de 3,6% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, já descontada a inflação. Na comparação com o trimestre anterior, o valor permaneceu estável. A massa de rendimentos dos trabalhadores também alcançou um novo recorde, chegando a R$ 387,5 bilhões. O indicador representa a soma dos ganhos recebidos pela população ocupada e demonstra o volume de recursos que circula na economia por meio do trabalho. O aumento da renda pode contribuir para ampliar o consumo das famílias, movimentar o comércio, facilitar o pagamento de dívidas e permitir a formação de reservas financeiras. Apesar dos avanços na ocupação e no rendimento, os números também evidenciam desafios para o mercado de trabalho brasileiro. A elevada quantidade de trabalhadores na informalidade mantém em pauta a necessidade de ampliar o acesso à formalização e à proteção trabalhista, garantindo maior segurança financeira às famílias.

Compartilhe

Facebook
Twitter
WhatsApp