Brasil resiste à alta do petróleo, mas diesel importado preocupa, alerta economista
O Brasil sente pouco impacto imediato da alta do petróleo, mas pode enfrentar problemas se o diesel importado ficar caro, alertou o economista Étore Sanchez, da Ativa Investimentos, em entrevista ao Mercado Aberto, do Canal UOL.
Em sua fala Sanchez explicou que o efeito sobre os preços depende da Petrobras decidir repassar os reajustes de combustíveis e que, indiretamente, o custo do diesel importado pode afetar o abastecimento e o frete, pressionando os preços no país.
Sanchez afirmou: “O Brasil tem uma relativa insensibilidade aos avanços do preço do petróleo. Por quê? Porque nós temos uma necessidade de que a Petrobras faça o repasse dos preços de combustíveis para que isso afete a economia. Indiretamente, nós temos um percentual do diesel que vem de fora, ele é importado. Quando o preço lá fora é muito elevado e o preço doméstico é baixo, inviabiliza esse processo de importação. Consequentemente, podemos ter algum problema de abastecimento de combustível.”
O economista ainda destacou que o transporte no país depende fortemente de caminhões movidos a diesel. Qualquer aumento no preço do combustível importado ou restrição no abastecimento pode encarecer o frete e, como consequência, elevar o preço de produtos. O economista acrescentou que o Ministério de Minas e Energia já monitora o abastecimento, mas se a tensão internacional se prolongar, dificilmente o governo e a Petrobras conseguirão segurar os preços, podendo até precisar de medidas emergenciais para garantir o fornecimento.