Rio Branco, AC, 14 de outubro de 2026 09:44

“Cadê as lideranças do PT?” Márcio Bittar questiona troca de lados no 2º turno e abandono da militância pelos cabeças do partido no Acre

Senador questiona mudanças de apoio entre Alan Rick e Mailza Assis, cobra presença de ex-governadores e acusa antigas lideranças petistas de demonstrarem amor pelo Acre apenas no discurso.

O senador Márcio Bittar levantou uma série de questionamentos sobre os bastidores políticos do Acre neste segundo turno das eleições de 2026. Em declarações contundentes, o parlamentar criticou lideranças que apoiaram Alan Rick no primeiro turno e agora estão ao lado de Mailza Assis. Mesmo declarando apoio à governadora, Bittar afirmou estranhar a mudança de posicionamento sem que, segundo ele, tenha surgido qualquer fato novo que justificasse a decisão.

“Eu vi pessoas que eu gosto muito, inclusive, que apoiaram o Alan, agora apoiando a Mailza. Mas aconteceu alguma coisa nova? Não”, declarou. O senador também sugeriu que algumas mudanças de lado podem estar relacionadas à expectativa de vitória eleitoral. “Fica parecendo: vai ganhar, eu vou pro lado de lá porque vai ganhar”, disparou. Bittar ressaltou que sempre manteve seu posicionamento contrário ao PT, mesmo quando recebeu convites para integrar chapas do partido.

As críticas não pararam por aí. O parlamentar também colocou em xeque a ausência de figuras históricas do Partido dos Trabalhadores em uma manifestação realizada no Acre. Bittar questionou publicamente onde estavam nomes como Jorge Viana, Tião Viana, Binho Marques, Raimundo Angelim, Aníbal Diniz e Sibá Machado, políticos que ocuparam cargos de destaque no estado e no Congresso Nacional. Para ele, chama atenção que antigas lideranças não estejam presentes em momentos importantes de mobilização da legenda.

O senador ainda acusou ex-integrantes da cúpula petista de manterem distância do estado durante a campanha eleitoral, citando lideranças que, segundo ele, participaram de ações políticas no Acre a partir de Brasília. “Eles que diziam que amavam o Acre é só da boca pra fora”, afirmou. Em contrapartida, elogiou os militantes que permaneceram nas ruas mesmo após derrotas eleitorais, classificando-os como integrantes do “PT raiz”.

As declarações colocam em evidência duas questões da política acreana: a mudança de alianças conforme o cenário eleitoral e o afastamento de antigas lideranças dos movimentos partidários. Ao questionar tanto aliados de ocasião quanto adversários históricos, Márcio Bittar abre espaço para um debate sobre fidelidade política, interesses eleitorais e o papel daqueles que já ocuparam os principais cargos de poder no Acre. As críticas representam a avaliação do senador, e os políticos citados não tiveram suas justificativas apresentadas nas declarações.

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