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Carnaval de Rio Branco reafirma diversidade e reconhece a luta histórica da Associação de Homossexuais do Acre

A permanência das categorias Rainha Gay e Rainha Trans/Travesti na escolha da Realeza do Carnaval de Rio Branco vai além da preservação de uma tradição cultural. Ela representa o reconhecimento de uma luta histórica conduzida pela Associação de Homossexuais do Acre (AHAC), entidade pioneira na defesa dos direitos da população LGBT no estado.

Fundada em 2002, a AHAC, atua de forma contínua na promoção da cidadania, da visibilidade e do respeito às identidades LGBT no Acre. Desde os primeiros debates sobre inclusão no carnaval da capital, a entidade esteve na linha de frente para que a maior festa popular do país refletisse, de forma concreta, a diversidade da sociedade acreana.

Esse trabalho começou a se materializar em 2013, quando o Concurso da Realeza do Carnaval de Rio Branco passou a incluir oficialmente a categoria Rainha Travesti, somando-se à Rainha Gay e à Rainha do Carnaval tradicional. A decisão marcou um divisor de águas na história do evento, ampliando o conceito de representatividade e fortalecendo a presença das identidades LGBT no espaço público.

A partir de 2018, as disputas pelos títulos de Rainha, Rainha Gay e Rainha Trans passaram a integrar de maneira consolidada a programação oficial e as coberturas jornalísticas do carnaval. Esse avanço evidenciou que a participação de pessoas gays, travestis e trans deixou de ser exceção para se tornar parte estruturante da realeza carnavalesca. Nos anos mais recentes, como 2025 e 2026, essas categorias passaram a ser tratadas como componentes padrão e amplamente celebrados do evento, consolidando institucionalmente essa conquista.

Integrante do Conselho Estadual dos Direitos Humanos e Cidadania e do Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Cidadania LGBT, a AHAC avalia que a manutenção dessas categorias simboliza o compromisso do poder público municipal com a inclusão, a diversidade e a construção de uma cidade mais justa e plural, em diálogo permanente com os movimentos sociais.

“O carnaval é, por essência, um espaço de alegria, liberdade e expressão popular. É também um momento em que todas as pessoas podem ser quem são, celebrando suas identidades com igualdade e respeito. A presença da Rainha Gay e da Rainha Trans reafirma que o carnaval é de todas, todos e todes”, destaca a entidade.

Ao manter viva essa tradição, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Fundação Garibaldi Brasil, não apenas preserva a história do carnaval da capital, mas também reconhece uma trajetória construída com luta, resistência e incidência política dos movimentos LGBT organizados no Acre.

A Associação de Homossexuais do Acre celebra esse avanço como um marco de visibilidade, cidadania e respeito, e reforça que conquistas como essa são resultado da organização social e do diálogo permanente com o poder público.

Que o Carnaval de Rio Branco siga sendo um espaço de alegria, diversidade e igualdade, honrando sua história e apontando para um futuro cada vez mais inclusivo.

Texto: Assessoria AHAC

Imagem- Acervo AHAC

Foto – Secom