Há dez anos, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) deu um passo que transformou sua forma de atuar na defesa dos direitos humanos. Foi oficialmente instalado o Centro de Atendimento à Vítima (CAV), estrutura pioneira no estado criada para oferecer acolhimento humanizado, escuta qualificada e atendimento especializado às vítimas de violência.
Mais do que criar um novo setor, o MPAC fortaleceu uma atuação que coloca a vítima no centro da resposta institucional, oferecendo apoio e acompanhamento para quem enfrenta situações de violência.
A iniciativa começou a ser construída em 2015, a partir de estudos técnicos, análises de milhares de inquéritos policiais e do diálogo com a sociedade, que apontaram altos índices de reincidência da violência e situações frequentes de revitimização. A partir desse diagnóstico e do planejamento estratégico institucional do MPAC, foi estruturado um espaço voltado ao acolhimento, à proteção e ao fortalecimento das vítimas.
O centro foi criado em 2016, durante a primeira gestão do procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, e teve entre suas idealizadoras a atual corregedora-geral do MPAC, Patrícia de Amorim Rêgo, que coordenou o serviço desde sua implantação até o início de 2026. A coordenação passou então a ser exercida pela promotora de Justiça Bianca Bernardes.
Desde sua criação, o CAV atua com equipe multidisciplinar das áreas jurídica, psicológica e social, atendendo vítimas de violência doméstica, violência sexual, violência obstétrica, feminicídio e crimes motivados por discriminação e intolerância contra a população LGBTQIAPN+.

Ao longo dessa trajetória, milhares de pessoas encontraram no CAV um espaço seguro para serem ouvidas, orientadas e acompanhadas. Além do acolhimento, o centro oferece apoio, informação e encaminhamentos que contribuem para o rompimento de ciclos de violência e a garantia de direitos.
Para a coordenadora do CAV, promotora de Justiça Bianca Bernardes, os 10 anos do serviço representam a consolidação de uma atuação voltada ao acolhimento e à proteção das vítimas.
“O Centro de Atendimento à Vítima completa 10 anos como um espaço de acolhimento, orientação e encaminhamento de vítimas de violência. Ao longo desse período, o CAV também se consolidou como um importante apoio à atuação dos promotores de Justiça e no fortalecimento da proteção às pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirmou.


