O governo da China repudiou nesta sexta-feira (24) a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos chineses e voltou a condenar a adoção de medidas comerciais unilaterais. Em declaração à imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, afirmou que Pequim mantém posição contrária às tarifas anunciadas pelo governo de Donald Trump. “Guerras tarifárias e guerras comerciais não interessam a nenhum dos lados”, declarou.
A cobrança entrou em vigor nesta sexta-feira e foi anunciada após uma rodada de negociações entre autoridades dos dois países realizada nas Filipinas, com a participação do chanceler chinês, Wang Yi, e do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A tarifa foi definida com base em uma investigação conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, que analisou as políticas adotadas por diversos países para combater o trabalho forçado e seus efeitos sobre o mercado norte-americano.
Além da China, outros 59 parceiros comerciais foram atingidos pela medida, incluindo o Brasil. Para os produtos chineses, a nova alíquota eleva a tarifa total de 10% para 22,5%. No caso brasileiro, os 12,5% serão somados à sobretaxa de 25% anunciada em 15 de julho, fazendo com que a carga tarifária sobre exportações brasileiras possa chegar a 37,5%.


