Com CRM cassado no Acre, médico Stanley Bittar é acusado por pacientes de prometer transplante capilar e não realizar procedimentos
Homens que buscavam recuperar a autoestima por meio de transplantes capilares afirmam ter sido vítimas de prejuízos financeiros em clínicas ligadas ao médico Stanley Bittar, que teve o CRM cassado no Acre no ano passado. Mesmo impedido de realizar cirurgias na especialidade anunciada, o profissional mantém clínicas em funcionamento no Distrito Federal e em outras unidades pelo país.
Segundo relatos de pacientes, os atendimentos eram apresentados como etapas preparatórias para um transplante capilar que, em alguns casos, nunca chegou a acontecer. A empresa associada ao médico possui mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais e conta com unidades no Plano Piloto, em Taguatinga e em outras cidades da Federação.
Um paciente de 36 anos, morador de Brasília, que preferiu não se identificar, conta que investiu cerca de R$ 24 mil em sessões de mesoterapia, tratamento preparatório para o procedimento capilar. A promessa, segundo ele, era aumentar a densidade de fios no couro cabeludo. Apesar de parte do tratamento inicial ter sido realizada, a cirurgia prometida não aconteceu.
“Eu raspo a cabeça totalmente desde os 24 anos e nunca usei boné ou qualquer acessório para disfarçar. É chato quando se tem a ilusão de que esse cenário pode mudar”, relata o paciente. O episódio, segundo ele, ocorreu em abril do ano passado.
Outro paciente que afirma ter sido prejudicado é Jean Vieira, de 31 anos, morador do Guará (DF). De acordo com ele, foram antecipadas parcelas de R$ 1 mil para um implante capilar que também não se concretizou.
A marca das clínicas leva o nome do médico e proprietário do empreendimento, Stanley Bittar. Apesar da cassação do CRM no Acre, medida que impede a realização de cirurgias na especialidade divulgada, as clínicas continuam operando.