Com quase 11 anos, NSL se consolida como maior campeonato de futebol do Acre transformando vidas pelo esporte
A Superliga Acreana de Futebol completa pouco mais de uma década de história consolidando seu nome como o maior campeonato de futebol do Acre. Fundada em 2015, em Rio Branco, a NSL nasceu do sonho do empresário Nedson Mendes, que idealizou o projeto ainda em 2014 com o objetivo de ampliar oportunidades para crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social por meio do esporte.
Dono de uma oficina de motos, Nedson chegou a falir o próprio negócio três vezes enquanto investia no projeto que acreditava poder transformar vidas. Em 2015, a Superliga foi oficialmente apresentada à sociedade com a realização do primeiro campeonato. Desde então, a competição passou a premiar anualmente os três primeiros colocados, fortalecendo o futebol amador e revelando talentos no estado.
Em 2025, a NSL chega à sua 15ª edição reunindo 64 equipes de todo o Acre e mais de 1.500 atletas em campo. A abertura da atual temporada e a premiação da edição de 2024 ocorreram na Arena da Floresta, um dos principais palcos do esporte acreano. O time campeão, Bombeiro Hidráulico, levou R$ 15 mil e o Troféu Superliga 2025. O segundo colocado recebeu R$ 6 mil. A competição é totalmente gratuita para os participantes.

Ao longo desses dez anos, a Superliga ultrapassou as quatro linhas e passou a atuar também na formação social. Um dos principais braços do projeto é a escolinha NSL Chapecoense, localizada na Vila do Incra, em Porto Acre, que atende mais de 80 crianças. A iniciativa tem promovido inclusão e oferecido novas perspectivas a jovens da comunidade.
Entre os talentos revelados está o meia-atacante Kauê Vieira, do Galvez Esporte Clube, aprovado em 2024 para integrar a categoria sub 16 do Clube de Regatas do Flamengo, onde assinou contrato de formação por três anos. A articulação contou com o apoio direto do presidente da NSL.
Outros exemplos de atletas formados ou impulsionados pela Superliga reforçam o impacto do projeto. João Lucas, de Porto Acre, ingressou no Rio Branco Football Club aos 17 anos com apoio da organização e disputou o Campeonato Estadual Acreano em 2024. Já o goleiro André Ferreira, da NSL Chapecoense, foi convidado pelo Galvez e atualmente treina na base do clube.
Além da atuação na Vila do Incra, a NSL também implantou uma escolinha na Cidade do Povo, em Rio Branco, ampliando o alcance do projeto. Para Nedson Mendes, o futebol é ferramenta de transformação social.
“Cresci no bairro Cadeia Velha, periferia da nossa capital, sei das dificuldades que a juventude passa e queria mudar essa realidade. Começamos em 2015, quando vimos muitas crianças nas comunidades sem perspectiva. A cada edição surgiam mais participantes e hoje seguimos trabalhando para realizar sonhos”, afirma o fundador.
Com o propósito de transformar pessoas, organizações e comunidades, a Superliga Acreana de Futebol se consolida como um dos maiores campeonatos da Amazônia, mobilizando atletas, torcedores, influenciadores e marcas em torno do esporte e da cultura regional.