O dólar comercial fechou o dia em alta de 0,17%, cotado a R$ 4,9206, após oscilar entre R$ 4,8882 e R$ 4,9347 ao longo da sessão. Apesar da leve valorização no dia, a moeda americana acumula queda superior a 10% no ano, saindo de cerca de R$ 5,49 para o atual patamar, o menor nível desde janeiro de 2024.
No mercado internacional, o dólar perdeu força frente a diversas moedas emergentes e de países desenvolvidos, em meio à melhora na percepção de risco global. O avanço nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã reduziu a aversão ao risco e pressionou a cotação do petróleo, que recuou cerca de 7% no pregão.
A queda da commodity teve impacto direto nos mercados globais, já que moedas ligadas ao petróleo também ficaram pressionadas. No Brasil, o real chegou a oscilar com influência desse movimento e também de uma intervenção do Banco Central, que realizou um leilão de swap cambial reverso de US$ 500 milhões.
Já a Bolsa de Valores brasileira acompanhou o cenário externo mais positivo e encerrou o dia em alta, impulsionada pela melhora no apetite ao risco e pela temporada de balanços corporativos. Analistas destacam que a combinação entre expectativa de alívio geopolítico e resultados fortes de empresas ajudou a sustentar o desempenho do mercado acionário.


