O custo da construção civil no Brasil apresentou aceleração em junho, segundo o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado pelo IBGE. O indicador avançou 1,19% no mês, acima dos 0,36% registrados em maio, acumulando alta de 4,48% no primeiro semestre e de 7,26% nos últimos 12 meses. Com isso, o custo médio nacional da construção passou de R$ 1.953,08 para R$ 1.976,37 por metro quadrado, impulsionado principalmente pelo aumento nos preços dos materiais e pelos reajustes da mão de obra.
No Acre, apesar da variação mensal ter sido de apenas 0,19%, abaixo da média nacional, o estado continua entre os mais caros do Brasil para construir. O custo médio chegou a R$ 2.285,40 por metro quadrado, ficando acima da média da Região Norte e do país. No acumulado de 2026, a alta no estado já alcança 7,32%, enquanto nos últimos 12 meses o avanço é de 9,96%, um dos maiores índices registrados entre as unidades da federação.
Os dados mostram que o aumento dos custos da construção tem sido influenciado tanto pela valorização dos materiais quanto pelos reajustes salariais da mão de obra. Em nível nacional, os materiais registraram alta de 0,92% em junho, enquanto a mão de obra subiu 1,55%, reflexo de acordos coletivos firmados em diversos estados. No primeiro semestre, os custos com mão de obra acumulam crescimento de 5,96%, superando a variação dos materiais, que ficou em 3,39%.
Entre os estados, Pernambuco apresentou a maior alta mensal, com avanço de 2,98%, seguido por Rondônia (2,63%), Ceará (2,52%) e São Paulo (2,34%). Na Região Norte, o Acre manteve a menor variação mensal, mas segue com um dos maiores custos médios da construção civil no país, cenário que pode impactar diretamente o orçamento de obras públicas, empreendimentos privados e investimentos no setor imobiliário ao longo de 2026.


