Atividade do programa Defensores do Futuro discutiu acolhimento, escuta e fortalecimento emocional de profissionais da educação.
Em meio aos desafios emocionais vividos diariamente no ambiente escolar, gestores e profissionais da educação de Tarauacá participaram nesta quinta-feira, 21, de uma roda de conversa sobre acolhimento emocional e escuta promovida pela Defensoria Pública do Acre dentro das ações do programa Defensores do Futuro, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) e o Sebrae.
A atividade foi realizada no Centro de Educação Permanente (Cedup) e reuniu equipes gestoras de escolas da rede pública para reflexões sobre saúde emocional, convivência escolar e fortalecimento das relações dentro do ambiente educacional.
A psicóloga, pedagoga e facilitadora de educação emocional do programa, Irteni Nunes, explicou que a oficina vivencial teve como objetivo incentivar os profissionais a olharem também para a própria saúde emocional, compreendendo o papel que exercem na formação de crianças e adolescentes. “Os profissionais precisam se perceber como protagonistas e adultos responsáveis por conduzir o processo de crescimento das crianças e adolescentes”, afirmou.A psicóloga e pedagoga Irteni Nunes conduziu oficina vivencial voltada ao autocuidado e à saúde emocional de profissionais da educação.
Segundo Irteni, a proposta da atividade foi construída a partir da realidade vivida pelos educadores no cotidiano escolar e da necessidade de criar espaços de escuta e acolhimento para os profissionais da educação.
A coordenadora do programa Defensores do Futuro, Rosiane Silveira, destacou que a educação emocional funciona como porta de entrada para as demais ações desenvolvidas pelo programa nas escolas. “Hoje, mais do que nunca, as escolas estão passando por situações muito sensíveis. Quando a gente começa a falar com as pessoas sobre algo que faz sentido para elas, elas ampliam o conhecimento, se desarmam e conseguem participar mais das atividades”, disse.A coordenadora do programa Defensores do Futuro, Rosiane Silveira, destacou a educação emocional como porta de entrada para o fortalecimento das relações no ambiente escolar.
Rosiane também ressaltou que o trabalho desenvolvido pelo programa envolve não apenas estudantes, mas toda a comunidade escolar, incluindo professores, gestores e famílias. “A educação emocional abre portas para todas as outras atividades. Quando eu entendo o meu lugar enquanto ser humano, eu consigo compreender minhas fragilidades, minhas potencialidades e também a forma como me posiciono no mundo”, acrescentou.
A assessora pedagógica Taicilene de Carvalho Andrade afirmou que os profissionais da educação também precisam de espaços de escuta e acolhimento diante dos desafios emocionais presentes no cotidiano escolar.A assessora pedagógica Taicilene de Carvalho Andrade destacou a importância de espaços de escuta e acolhimento para profissionais da educação.
Segundo ela, situações vivenciadas pelos estudantes acabam impactando diretamente os professores e o ambiente de aprendizagem. “O ambiente escolar tem se tornado uma carga muito grande para o professor”, afirmou.
Para Taicilene, momentos de formação e diálogo também contribuem para a prevenção de situações de violência e bullying nas escolas, além de fortalecer o respeito às diferenças dentro do ambiente escolar.Profissionais da educação, gestores escolares e equipe do programa Defensores do Futuro participaram da atividade realizada no Cedup, em Tarauacá.
A oficina integrou a programação do programa Defensores do Futuro no município, que segue nesta sexta-feira, 22, com encontro formativo voltado ao repasse das metodologias aplicadas nas escolas participantes.
Assessoria Defensoria Pública


