Rio Branco, AC, 17 de setembro de 2026 17:51

Defesa de pai de Vorcaro pede fim da prisão preventiva por excesso de prazo

Advogados afirmam que pai de Daniel Vorcaro está preso há mais de 90 dias enquanto processos do caso Master estão paralisados no STF

A defesa de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, solicitou nesta quarta-feira (16) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da prisão preventiva do empresário. Os advogados alegam excesso de prazo e afirmam que ele permanece detido há mais de 90 dias sem que um pedido de liberdade tenha sido analisado. A defesa também relaciona a demora à suspensão da tramitação dos processos ligados ao caso Master na Corte.

Henrique Vorcaro foi preso em maio durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A prisão preventiva foi determinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF, e posteriormente mantida pela Segunda Turma da Corte. Segundo os investigadores, Henrique teria participação em grupos utilizados para intimidar pessoas consideradas adversárias de Daniel Vorcaro.

De acordo com a Polícia Federal, esses grupos eram identificados pelos nomes “A Turma” e “Os Meninos” e teriam atuado por meio de ameaças presenciais e virtuais, além da obtenção irregular de informações protegidas. A defesa contesta a manutenção da prisão e argumenta que Henrique não possui foro por prerrogativa de função. Os advogados também sustentam que não há, no processo em que ele é investigado, outras pessoas que tenham direito a julgamento diretamente no Supremo.

A paralisação dos processos relacionados à Operação Compliance Zero foi determinada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin. A decisão está ligada à discussão sobre um pedido de investigação contra Alexandre de Moraes e à análise da própria relatoria de Mendonça no caso. O plenário da Corte discutiu o tema na terça-feira (15), mas não chegou a examinar o mérito das questões, deixando sem definição a retomada dos processos. Para a defesa de Henrique, a falta de previsão para a solução do impasse reforça o argumento de que a prisão preventiva não pode continuar por tempo indefinido.

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