Defesa questiona laudo da PF e aponta riscos à saúde de Bolsonaro na Papudinha
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiram ao laudo da Polícia Federal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (6), que avalia o estado de saúde do político, atualmente preso na Penitenciária da Papudinha, em Brasília, para cumprimento de pena de 27 anos e três meses de prisão.
De acordo com os peritos da PF, após exames clínicos e conversas com Bolsonaro, foi constatado que ele está bem assistido no atual local de custódia e que não há indicação de internação hospitalar imediata. O documento, no entanto, destaca a necessidade de acompanhamento médico rigoroso e de medidas assistenciais específicas.
A defesa, por sua vez, afirma que o laudo “não conclui, de forma expressa”, pela possibilidade de manutenção de Bolsonaro na Papudinha. Segundo os advogados, o parecer se limita a registrar a inexistência de indicação para internação imediata, mas reconhece que o quadro clínico exige observância rigorosa de cuidados médicos contínuos.
Ainda conforme os defensores, o próprio laudo da Polícia Federal aponta que a eventual ausência de medidas médicas e de amparo adequado ao preso pode resultar em “descompensação clínica súbita, com risco concreto de morte”, além de alertar para o risco de novas quedas, em razão das condições funcionais avaliadas.
A defesa também ressalta que a avaliação técnica ainda não foi concluída. Segundo os advogados, falta a apresentação do parecer do médico indicado como assistente técnico, que deve complementar a análise, especialmente no que diz respeito à compatibilidade entre o estado de saúde do ex-presidente e o regime de custódia atualmente imposto.
Embora o laudo reconheça que o local de custódia atende às necessidades atuais de Bolsonaro, os peritos da PF destacam que o ex-presidente apresenta sinais e sintomas neurológicos que aumentam o risco potencial de novos episódios de queda, o que demanda investigação diagnóstica adicional.