Delegado da Polícia Civil é condenado por perseguição contra ex-namorada no Acre, mas sai da cadeia 2 dias após prisão
Mais de dois anos após o início do caso, o delegado da Polícia Civil Luis Tonini foi condenado a mais de dois anos de prisão pelo crime de perseguição, conhecido como stalking, contra a ex-namorada. A decisão foi proferida no último dia 3 de março pela Vara Única Criminal da Comarca de Epitaciolândia, no interior do Acre, e ainda cabe recurso.
De acordo com a sentença, a pena deverá ser cumprida em regime aberto, o que permite que o réu recorra em liberdade. Além da condenação, o delegado também foi obrigado a pagar uma indenização no valor de R$ 20 mil à vítima. Por outro lado, ele foi absolvido da acusação de violência psicológica contra a mulher.
A reportagem apurou que Luis Tonini está afastado das funções na Polícia Civil há mais de dois anos para tratamento de saúde. Procurado, ele negou as acusações, mas afirmou que não comentará a decisão judicial, alegando que o processo tramita em segredo de Justiça.
O caso ganhou repercussão em julho de 2023, quando Tonini, que na época atuava como coordenador da delegacia de Epitaciolândia, foi preso em flagrante por descumprir uma medida protetiva concedida à ex-namorada. Segundo informações da polícia, a vítima acionou as autoridades após o delegado tentar pular o muro da residência dela.
Dois dias após a prisão, a Justiça concedeu liberdade provisória ao delegado, impondo uma série de medidas cautelares, entre elas a proibição de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com a vítima. Na ocasião, Tonini também negou as acusações.