Ana Elisa, de 21 anos, afirma que teve dados pessoais expostos e passou a receber intimidações após participar da mobilização eleitoral do presidente. Partido organizou esquema de segurança para a parlamentar.
A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, denunciou nesta quinta-feira (8) uma série de ameaças, ataques racistas e ofensas machistas após começar a atuar na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Segundo a parlamentar, as intimidações também envolveram a divulgação de informações pessoais, como endereço, telefone e documentos.
De acordo com o relato, as ameaças se intensificaram na ultima quarta-feira (7), quando a deputada passou a receber novas mensagens intimidatórias. Diante da situação, o Partido dos Trabalhadores de Minas Gerais disponibilizou acompanhamento de segurança para seus deslocamentos e organizou uma escolta para sua chegada ao estado, prevista para sexta-feira (9).
Ana Elisa afirmou que os episódios não começaram agora. Durante a campanha para a Câmara dos Deputados, ela já havia denunciado ameaças de morte e outras formas de violência à Polícia Civil. O caso foi registrado em Divinópolis, no interior de Minas Gerais, com suspeitas de ameaça e injúria racial.
Eleita com 524.219 votos, a jovem parlamentar passou a colaborar com a mobilização digital da campanha presidencial. As novas denúncias envolvem ataques relacionados à sua atuação política, além de manifestações discriminatórias dirigidas à deputada.
O episódio levanta preocupações sobre a segurança de mulheres que ocupam espaços políticos e a exposição de representantes eleitos a ameaças e ataques discriminatórios. Até o momento, as informações divulgadas não esclarecem se os responsáveis pelas novas intimidações foram identificados.


