Rio Branco, AC, 30 de outubro de 2026 09:24

Desemprego cai para 5,2% e atinge menor índice para o terceiro trimestre desde 2012

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, registrando o menor percentual já observado para esse período desde o início da série histórica, em 2012. No trimestre anterior, entre abril e junho, o índice era de 5,4%. Já no mesmo período de 2025, a taxa havia ficado em 5,6%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

De acordo com o levantamento, a população desocupada foi estimada em 5,6 milhões de pessoas, uma redução de 4% em relação ao trimestre anterior, quando havia 5,9 milhões de brasileiros sem trabalho. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, quando o número chegou a 6 milhões, a queda foi de 6,9%, o equivalente a 417 mil pessoas a menos nessa condição.

Número de pessoas ocupadas é recordeA pesquisa também apontou um recorde na população ocupada, que chegou a 103,6 milhões de pessoas. O resultado representa crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com 581 mil trabalhadores a mais, e aumento de 1,2% na comparação anual, o equivalente a 1,2 milhão de pessoas.

Outro indicador que alcançou o maior patamar da série histórica foi o nível de ocupação, que corresponde à proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar. O percentual chegou a 59%, ante 58,8% no trimestre anterior. Em relação ao mesmo período de 2025, houve estabilidade.

Informalidade chega a 38,8 milhões de trabalhadoresApesar da queda no desemprego, a informalidade permaneceu em patamar elevado. Segundo o IBGE, 37,5% da população ocupada trabalhava na informalidade no terceiro trimestre, o equivalente a 38,8 milhões de pessoas.

No trimestre anterior, a taxa era de 37,4%, com 38,6 milhões de trabalhadores informais. Já no terceiro trimestre de 2025, o percentual havia sido de 37,8%, correspondente a 38,7 milhões de pessoas.

Rendimento médio chega a R$ 3.790

O rendimento real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.790 no terceiro trimestre. O valor permaneceu estável em relação aos três meses anteriores, mas apresentou crescimento de 3,6% na comparação anual, representando um acréscimo de R$ 131.

Já a massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma dos ganhos de todos os trabalhadores, alcançou R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O montante representa alta de 1,5% no trimestre, com acréscimo de R$ 5,6 bilhões, e crescimento de 4,7% em relação ao mesmo período do ano passado, ou R$ 17,5 bilhões a mais.

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