Uma cadela da Polícia Penal do Acre foi vítima de envenenamento no Complexo Penitenciário Dr. Francisco de Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco. O caso ocorreu na última terça-feira (14) e foi divulgado pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) e pela Polícia Penal do Acre (PPAC) por meio de nota oficial nesta quinta-feira (16).
Segundo o Iapen, a cadela Nikita, da raça Rottweiler, atua na Divisão de Operações com Cães (DOC) e é treinada para auxiliar no policiamento e na segurança dos pavilhões da unidade prisional. Após ingerir o alimento contaminado, o animal foi socorrido e encaminhado para atendimento veterinário, onde permanece sob cuidados médicos.
De acordo com a instituição, o envenenamento de cães ocorre quando detentos misturam medicamentos de uso permitido em alimentos, como pedaços de pão e restos de comida, e os arremessam pelas grades das celas em direção ao pátio externo.
Na quarta-feira (15), um pedaço de pão envenenado foi encontrado no local onde os cães realizam o patrulhamento, reforçando a suspeita de uma ação deliberada contra os animais utilizados na segurança da unidade.
Em nota, a Direção da Divisão de Operações com Cães destacou que os cães policiais penais desempenham papel fundamental no patrulhamento externo dos pavilhões, ajudando a inibir e dificultar fugas de detentos, além de contribuir para a manutenção da ordem no complexo penitenciário.
O Iapen afirmou que o atentado representa uma afronta direta à ordem pública no interior da unidade prisional e informou que medidas administrativas e criminais já estão sendo adotadas para identificar os responsáveis e responsabilizá-los conforme a legislação vigente.


