Novas informações da investigação da Operação Compliance Zero revelam diálogos entre ex-dirigentes do Banco de Brasília (BRB) sobre operações realizadas com o Banco Master. Segundo a Polícia Federal, as conversas mostram que o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pressionou o diretor de Finanças e Controladoria, Dario Osvaldo Garcia Junior, para acelerar a assinatura de negócios diante do risco de quebra do Master.
Em uma das mensagens, Costa teria determinado que fossem assinadas as operações que ainda pudessem ser concluídas. “Dario, precisamos assinar tudo o que pudermos. Acredito que de hoje não passará.” O material foi apreendido pela PF durante diligências da investigação e reúne conversas ocorridas entre julho e novembro de 2025.
De acordo com a PF, a tentativa de compra do Banco Master apresentou problemas relacionados à documentação, à existência de lastro para operações e à governança. O relatório policial afirma que, mesmo diante de alertas e dificuldades, operações de compra de carteiras continuaram sendo realizadas.
O Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou, cautelarmente, a indisponibilidade de bens de ex-integrantes da cúpula do BRB e abriu uma Tomada de Contas Especial para apurar possíveis responsabilidades e eventual prejuízo aos cofres públicos.


