Rio Branco, AC, 21 de setembro de 2026 00:09

El Niño muito forte pode provocar mais calor, seca e incêndios em vários cantos no Brasil, incluindo o Acre

O Brasil poderá enfrentar um evento de El Niño muito forte entre a primavera e o verão de 2026. A informação consta no Boletim nº 3 do Painel El Niño 2026-2027, divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em parceria com outros órgãos oficiais.

Segundo as previsões do CPC/NOAA, agência meteorológica norte-americana, existe mais de 90% de probabilidade de que o trimestre entre setembro e novembro registre um El Niño muito forte. Os modelos também apontam 100% de possibilidade de permanência do fenômeno, pelo menos, até o início de 2027.

Nesse cenário, as anomalias na temperatura da superfície do Oceano Pacífico Equatorial poderão superar 2°C entre a primavera e o verão deste ano.

A previsão climática indica chuvas acima da média na Região Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul, além de áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Já as regiões Norte e Nordeste devem enfrentar um trimestre mais seco.

Partes do Brasil Central e do Sudeste, especialmente Mato Grosso, Tocantins, norte de Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo, também apresentam maior possibilidade de chuvas abaixo da média. As temperaturas devem ficar acima da média em praticamente todo o país.

A combinação entre calor intenso e pouca chuva pode aumentar o déficit hídrico e o risco de incêndios florestais nas regiões central e norte do Brasil. Na Amazônia Legal e no Pantanal, um El Niño mais intenso e prolongado poderá atrasar o início do período chuvoso, deixando o solo e a vegetação mais vulneráveis ao fogo.

Diante do cenário, os órgãos responsáveis recomendam o acompanhamento dos avisos meteorológicos e dos alertas da Defesa Civil. O boletim foi elaborado pelo INPE em parceria com INMET, ANA, Cemaden, Serviço Geológico do Brasil, Defesa Civil Nacional e Censipam.

Compartilhe

Facebook
Twitter
WhatsApp