Com a campanha eleitoral de 2026 em andamento, milhões de brasileiros começam a decidir quem receberá a responsabilidade de comandar o país pelos próximos quatro anos. Mas, em meio a promessas, discursos e propostas, uma pergunta também precisa fazer parte da escolha do eleitor: afinal, o que um presidente da República realmente pode fazer?
A votação acontece no dia 4 de outubro. Além de outros cargos em disputa, o eleitor escolherá uma única chapa formada pelos candidatos a presidente e vice-presidente da República. Caso ninguém consiga a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno, os dois mais votados voltarão às urnas no dia 25 de outubro.
Quem vencer assumirá o posto mais alto do Poder Executivo federal. Na prática, o presidente concentra algumas das decisões mais importantes da administração do país, mas não governa sozinho e precisa respeitar as competências dos demais Poderes e os limites estabelecidos pela Constituição.
É responsabilidade do presidente conduzir a administração federal e definir, juntamente com sua equipe, políticas públicas que podem alcançar todo o território nacional. Áreas como saúde, educação, economia, infraestrutura e segurança podem ser diretamente impactadas pelas prioridades estabelecidas pelo governo federal.
A relação com o Congresso Nacional também faz parte do cotidiano presidencial. Projetos aprovados por deputados e senadores podem ser sancionados ou vetados pelo presidente. O chefe do Executivo ainda encaminha propostas relacionadas ao Orçamento da União e, nas situações permitidas pela Constituição, pode editar medidas provisórias.
Outra decisão de grande importância é a formação do primeiro escalão do governo. Cabe ao presidente escolher os ministros de Estado que estarão à frente das diferentes áreas da administração federal.
Fora do país, o presidente também exerce papel central. Como chefe de Estado, representa o Brasil nas relações com outras nações e organismos internacionais. A Constituição ainda lhe atribui responsabilidades relacionadas à defesa nacional e o comando supremo das Forças Armadas.
O mandato é de quatro anos e a legislação permite uma reeleição consecutiva.
E onde entra o vice-presidente?
Embora apareça menos durante boa parte das campanhas, o vice ocupa uma posição estratégica. Ele é eleito na mesma chapa e assume a Presidência temporariamente quando o titular está impossibilitado de exercer suas funções, como em determinadas viagens ao exterior. Se houver vacância definitiva da Presidência, cabe ao vice suceder o presidente.
O vice também pode receber missões e responsabilidades específicas, participando de representações oficiais, articulações políticas e outras tarefas determinadas pelo presidente.
Por isso, na hora de votar, a escolha não envolve apenas um nome. Presidente e vice são eleitos juntos e podem, em diferentes circunstâncias, chegar ao comando do país.
Entender o que cada cargo permite fazer ajuda também a separar propostas possíveis de promessas que não dependem exclusivamente do presidente. Em uma eleição que definirá os rumos do Brasil pelos quatro anos seguintes, conhecer as atribuições de quem pretende ocupar o Palácio do Planalto é parte importante de uma escolha consciente.


