A ausência dos dirigentes dos clubes finalistas na decisão da Libertadores Feminina, disputada no último sábado (31), levantou questionamentos e evidenciou posturas distintas das diretorias de Cruzeiro e Corinthians diante de suas equipes.
Pelo lado celeste, o dirigente Pedro Lourenço não foi ao jogo, porém, recebeu as jogadoras na Toca da Raposa, em Belo Horizonte (MG) na última segunda-feira (2), parabenizou o elenco pela conquista nas redes sociais e anunciou que 50% da premiação, equivalente a aproximadamente R$ 11 milhões, será repassada diretamente às atletas.
Já no Corinthians, a situação teve outra repercussão. Além de também não comparecer à decisão, disputada em Quito, no Equador, o presidente Osmar Stabile não se manifestou publicamente sobre a derrota da equipe. A postura gerou críticas entre torcedores alvinegros, especialmente diante das cobranças envolvendo parcelas atrasadas de direitos de imagem e premiações que, segundo relatos, permaneceram acumuladas por meses.
O contraste entre as atitudes dos dirigentes reacendeu o debate sobre reconhecimento, valorização e responsabilidade das gestões com o futebol feminino. Mais do que resultados dentro de campo, a relação entre diretoria e atletas também passou a ocupar o centro das discussões após a decisão continental.


