Rio Branco, AC, 14 de outubro de 2026 13:56

Filme sobre Bolsonaro tem estreia adiada para 2027 e é alvo de investigação da PF

O filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve sua estreia nos cinemas brasileiros adiada para 2027. A produção, que retrata a campanha presidencial de 2018, também é alvo de investigações da Polícia Federal (PF) sobre a origem dos recursos utilizados para financiar o longa, incluindo repasses de cerca de R$ 61 milhões feitos pelo ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo informações apuradas pelo portal Metrópoles, a Europa Filmes, responsável pela distribuição da obra no Brasil, descartou o lançamento ainda em 2026. A previsão anterior era que o filme chegasse aos cinemas entre novembro e dezembro deste ano, após o segundo turno das eleições presidenciais. O adiamento ocorreu porque a distribuidora considerou insuficiente o intervalo entre o fim das eleições e o encerramento do ano para organizar a campanha de divulgação. A avaliação é que o lançamento precisa de alguns meses de preparação para atrair o público aos cinemas. Apesar da nova previsão para 2027, a data de estreia ainda não foi definida. Filme retrata campanha de 2018 Dirigido pelo norte-americano Cyrus Nowrasteh, Dark Horse aborda a campanha presidencial de Bolsonaro em 2018 e episódios marcantes daquele período, incluindo o atentado a faca sofrido pelo então candidato durante um ato eleitoral em Juiz de Fora, em Minas Gerais. A produção deve ter aproximadamente 1h40 de duração. Além da estratégia de marketing, o longa ainda depende de outras etapas para chegar às salas de cinema brasileiras. Em agosto, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) concedeu o Registro de Obra Estrangeira à produção. No entanto, outras certificações necessárias para a exibição comercial ainda não haviam sido solicitadas pela Europa Filmes, conforme a apuração do Metrópoles. PF investiga financiamento da produção A produção também está no centro de investigações sobre a origem dos recursos utilizados para financiar o filme. Uma das apurações envolve repasses de aproximadamente R$ 61 milhões realizados por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A Polícia Federal também investiga suspeitas de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares para empresas e entidades ligadas à produção. Em setembro, o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou da produção do longa, e a empresária Karina Ferreira da Gama, ligada à produtora Go Up Entertainment, foram alvos de uma operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações buscam esclarecer possíveis irregularidades envolvendo o financiamento da obra e a destinação dos recursos. Até o momento, as informações apresentadas não permitem concluir que houve prática criminosa por parte dos investigados.

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