Rio Branco, AC, 21 de outubro de 2026 14:24

Flávio Bolsonaro aceita abrir sigilo telefônico e bancário, mas impõe condições a Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21) que aceita o desafio proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de quebrar os sigilos telefônico e bancário. No entanto, o parlamentar condicionou a medida à divulgação de informações relacionadas ao ex-assessor da Presidência conhecido como Marcola, ao Instituto Lula e ao cartão corporativo utilizado pelo presidente e pela primeira-dama, Janja da Silva.
Durante uma agenda em Guarulhos (SP), Flávio declarou que está disposto a autorizar a abertura de seus dados, desde que Lula também permita o acesso às informações que, segundo ele, envolvem pessoas próximas ao presidente.
“Eu abro meu sigilo do telefone, sim, mas o Marcola tem que abrir o dele”, afirmou o senador, ao fazer acusações contra o petista e mencionar supostos negócios envolvendo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Flávio também afirmou que Lula deveria autorizar a quebra do sigilo do Instituto Lula e divulgar informações sobre os gastos do cartão corporativo da Presidência e da primeira-dama.
“Pra eu abrir meu sigilo, você Lula vai abrir o sigilo do Instituto Lula. E tem mais uma condição: você vai abrir o sigilo do seu cartão corporativo e da Janja”, acrescentou.
Na terça-feira (20), Lula apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento autorizando a liberação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos dados de familiares, sob a condição de que Flávio Bolsonaro adotasse a mesma medida.
A iniciativa ampliou o embate político entre os dois, que disputam espaço no cenário eleitoral nacional. Até o momento, a declaração do senador estabelece condições para a abertura dos dados, mas não representa, por si só, a confirmação de que os procedimentos de quebra de sigilo serão efetivados.

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