Rio Branco, AC, 11 de setembro de 2026 00:06

Funcionários da Caixa iniciam greve nacional por tempo indeterminado; paralisação no Banco do Brasil é parcial

Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram, nesta quinta-feira (10), uma greve nacional por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, a paralisação ocorre parcialmente nas bases sindicais que rejeitaram a proposta de acordo apresentada à categoria.

As mobilizações começaram após meses de negociações entre os bancos e os representantes dos trabalhadores. Na quarta-feira (9), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e as entidades sindicais assinaram uma nova Convenção Coletiva de Trabalho, válida para os bancários de todo o país.

O acordo estabelece a reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, acrescida de aumento real de 0,6% em 2026 e 2027. O reajuste também será aplicado ao vale-refeição, vale-alimentação, Participação nos Lucros e Resultados e demais auxílios.

Apesar do acordo nacional, os funcionários da Caixa rejeitaram a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho específico da instituição. De acordo com a Comissão Executiva dos Empregados, mais de 90% das bases sindicais votaram contra a proposta apresentada pelo banco.

Um dos principais pontos de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. A categoria também cobra avanços em questões negociadas desde junho, como o combate às metas abusivas, a aplicação da Norma Regulamentadora 1, relacionada à segurança e à saúde no trabalho, e a criação de ambientes profissionais mais saudáveis.

A Caixa retomou as negociações com os representantes dos funcionários e marcou uma nova rodada para esta quinta-feira. A orientação das entidades sindicais, entretanto, é manter a greve até que qualquer nova proposta seja submetida novamente às assembleias.

Em nota, a Caixa informou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas e retornou à mesa de negociação para construir um entendimento que contemple os interesses das partes envolvidas.

No Banco do Brasil, parte dos sindicatos aprovou a nova convenção coletiva, mas aproximadamente 60 entidades rejeitaram a proposta. Por isso, a paralisação ocorre somente nas bases sindicais que decidiram não aceitar o acordo.

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