O governo federal adiou para a próxima semana o anúncio sobre o fim do subsídio à gasolina. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (9) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista à Rádio Gaúcha. Segundo o ministro, a decisão foi motivada pela recente alta do preço do petróleo no mercado internacional, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã.
De acordo com Durigan, o governo pretende agir com cautela antes de encerrar o benefício, criado para reduzir os impactos da alta dos combustíveis sobre os consumidores. O ministro também afirmou que a retirada da subvenção ao diesel será conduzida de forma gradual. Além disso, informou que a mistura obrigatória de etanol na gasolina deverá passar de 30% para 32% nos próximos dias.
O subsídio à gasolina foi instituído por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em maio, fixando um desconto de R$ 0,44 por litro, com previsão inicial de duração de dois meses. Enquanto isso, o petróleo Brent voltou a se aproximar dos US$ 80 por barril, atingindo o maior patamar das últimas três semanas. A valorização ocorre após uma nova ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã, ordenada pelo presidente Donald Trump, sob a justificativa de reduzir a capacidade iraniana de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.


