Rio Branco, AC, 6 de novembro de 2026 13:02

Governo considera adiar implementação da reforma tributária por até seis meses

Possibilidade é discutida diante da pressão de empresas e entidades que apontam dificuldades para se adaptar às novas regras previstas para janeiro de 2027.

O governo federal já considera, nos bastidores, a possibilidade de adiar por até seis meses a implementação da reforma tributária, prevista para começar em 1º de janeiro de 2027. A discussão ocorre diante da pressão de setores econômicos que demonstram preocupação com a falta de definições e o pouco tempo disponível para adaptação ao novo sistema de impostos.

A possibilidade de adiamento dependeria de um acordo com o Congresso Nacional e não poderia alterar o conteúdo da reforma já aprovada. Entre os principais pontos de preocupação está a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo federal cuja alíquota ainda precisa ser confirmada pelo Senado.

Empresas e entidades do setor produtivo afirmam que a indefinição das regras dificulta a atualização de sistemas, a revisão de contratos e o planejamento financeiro. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também defendeu o adiamento de etapas da reforma para 2028, argumentando que uma implementação precipitada pode gerar insegurança jurídica e aumentar os custos das atividades econômicas.

Apesar das discussões, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na quinta-feira (5) que o governo mantém o calendário original. Segundo ele, poderão ser flexibilizados prazos e penalidades para facilitar a adaptação das empresas, especialmente daquelas que demonstrarem boa-fé no cumprimento das novas obrigações.

A reforma tributária tem como objetivo simplificar a cobrança de impostos sobre o consumo no Brasil, substituindo gradualmente tributos existentes por um novo modelo. Até o momento, nenhum adiamento foi oficialmente anunciado, e o início da nova etapa permanece previsto para janeiro de 2027.

Compartilhe

Facebook
Twitter
WhatsApp