O Governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), iniciou a implementação de um modelo que reposiciona o papel da escola pública na descoberta de talentos. Por meio do programa DNA do Brasil – Talentos, a rede estadual passa a integrar o ensino de tempo integral a um processo estruturado que conecta educação, desenvolvimento humano e formação esportiva.
A iniciativa já está em operação nas principais unidades de ensino integral de Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Trata-se de uma metodologia consolidada nacionalmente, que utiliza dados e ciência para mapear e desenvolver as vocações dos estudantes.
“Quando a escola passa a olhar o estudante a partir de dados, de método e de acompanhamento real, ela deixa de trabalhar no escuro. O DNA do Brasil nos ajuda a identificar potencial, e conectar educação, esporte e projeto de vida. Para o Acre, integrar esse programa às escolas de tempo integral é uma decisão estratégica, porque amplia horizontes e transforma talento em oportunidade concreta”, defende o secretário de Educação e Cultura, Aberson Carvalho.
Como marco desta etapa de expansão, o Acre recebeu o atleta olímpico Jadel Gregório, medalhista mundial e recordista sul-americano de salto triplo, que participou de eventos esportivos promovidos pelo programa nas escolas participantes. A agenda de visitas visou tangibilizar aos alunos a conexão direta entre disciplina, planejamento educacional e o esporte de alto rendimento.
Ciência e mapeamento de vocações
O DNA do Brasil propõe uma mudança estrutural no ambiente de ensino. A partir de um sistema de métricas científicas, os alunos passam por avaliações individualizadas que cruzam capacidades motoras, indicadores de saúde, perfil psicossocial e desempenho pedagógico.
Com base nesse mapeamento, o programa gera encaminhamentos precisos. O estudante é direcionado para oportunidades alinhadas ao seu perfil real, seja no esporte de base, no aprofundamento educacional ou no mercado de trabalho. A metodologia também fortalece a infraestrutura das escolas de tempo integral, oferecendo formação continuada aos professores e acompanhamento focado em indicadores de resultado.
Para Felipe Filgueiras, 17 anos, aluno da Escola Estadual José Ribamar Batista (Ejorb), em Rio Branco, a iniciativa tem impacto direto na perspectiva de futuro dos jovens.
“Muitos descobrem capacidades que nem sabiam ter. Na escola pública, a falta de estrutura ou incentivo muitas vezes faz o aluno duvidar de si mesmo e desistir de sonhos. O programa muda essa realidade, traz novas formas de aprendizado e mostra que podemos, sim, evoluir e alcançar nossos objetivos”, afirma o estudante.
Segundo Wilson Cardoso, presidente do Instituto de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente com Cultura e Esporte (IDECACE), a operação no Acre consolida uma nova lógica para a rede pública.
“A escola não apenas ensina, mas identifica talentos e orienta trajetórias. Com base em métricas, inserimos essa escola na cadeia de formação profissional, gerando oportunidades concretas para cada aluno”, pontua.
Amparado em dados e gestão por resultados, o DNA do Brasil atua como uma política pública estruturante. Mais do que aprendizado, a iniciativa entrega direcionamento esportivo, oportunidade e transformação social aos estudantes da rede pública acreana.


