Grávida, mulher relata como é dividir o companheiro com outras três mulheres em família poliafetiva
A ideia de formar uma família fora dos modelos tradicionais ganhou novos contornos na vida de Laís Rocha, moradora de Atibaia, no interior de São Paulo. Grávida e em um relacionamento há mais de dez anos com o motoboy Ivan Rocha, ela faz parte de uma família poliafetiva composta por cinco pessoas, construída ao longo do tempo com base em diálogo, acordos e cooperação.
A trajetória até essa configuração familiar não foi linear. Laís e Ivan viveram períodos de separação e reconciliação, até que um reencontro marcou o início de uma nova fase. Foi nesse momento que Laís aceitou experimentar um relacionamento compartilhado, mesmo reafirmando sua identidade. “Só ressaltando, eu não sou bissexual, eu sou hétero”, explicou em entrevista à revista Crescer, ao relatar o processo de descoberta de limites e combinações afetivas.
Com o passar do tempo, o casal decidiu abrir espaço para novas parceiras, ampliando a dinâmica familiar. A chegada de Ana Carolina da Silva Ferreira representou um ponto de virada, trazendo mais estabilidade emocional, amadurecimento e uma reorganização da rotina da casa. Segundo Laís, a convivência diária fortaleceu vínculos inesperados, especialmente entre as mulheres. “Somos melhores amigas”, resume.
Apesar dos julgamentos externos e do estranhamento social em torno do poliamor, o grupo afirma viver em harmonia. As decisões são tomadas de forma coletiva e o apoio mútuo é apontado como a base da convivência. “O diálogo é essencial. Sem conversa e respeito, não funciona”, reforça Laís.
Agora, com a chegada de um bebê, a família se prepara para uma nova etapa, repleta de responsabilidades e expectativas. Para eles, mais do que desafiar padrões, a experiência representa a construção de um lar onde o afeto, o cuidado e a cooperação falam mais alto do que rótulos.