Rio Branco, AC, 12 de setembro de 2026 18:45

Heloísa e Helena, gêmeas unidas pela cabeça, morrem durante cirurgia de separação em Ribeirão Preto

Heloísa e Helena, de 2 anos, morreram na noite de sábado (15) durante a tentativa de separação no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo. As meninas, naturais de São José dos Campos, passaram por um procedimento que durou 15 horas. A cirurgia era a última de uma sequência planejada pelos médicos para separar as estruturas que compartilhavam desde o nascimento.

A preparação começou em 2024 e foi dividida em cinco etapas para reduzir os riscos do procedimento. As quatro primeiras operações ocorreram entre agosto de 2025 e março deste ano. Nesse período, a equipe trabalhou na separação de partes do cérebro e dos vasos sanguíneos e também preparou a pele das crianças para o fechamento dos crânios após a cirurgia final.

Para definir a estratégia médica, o hospital realizou exames de imagem e utilizou recursos de realidade virtual e modelos produzidos em três dimensões. Mais de 50 profissionais participaram da última operação. Até a última informação divulgada pelo hospital, não havia sido esclarecido o que provocou a morte das irmãs.

Heloísa e Helena eram classificadas como gêmeas craniópagas, nome dado aos casos em que os irmãos nascem unidos pela cabeça. O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto já havia realizado outros dois procedimentos desse tipo. Em 2018, Maria Ysabelle e Maria Ysadora foram separadas após dois anos de preparação. Em 2023, Alana e Mariah também passaram pela separação definitiva, cuja última cirurgia durou 25 horas.

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