O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, alertou nesta segunda-feira (7) que sistemas avançados de inteligência artificial podem representar um “risco existencial para a humanidade” caso continuem evoluindo sem mecanismos suficientes de segurança e controle. A declaração foi feita durante a abertura da 63ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça.
Türk defendeu a criação urgente de regras internacionais e salvaguardas mais rígidas para o desenvolvimento da tecnologia. Entre as preocupações estão sistemas capazes de agir fora de ambientes de teste, manipular pessoas ou tentar impedir que sejam desativados. O representante da ONU também criticou a concentração de poder sobre a inteligência artificial nas mãos de poucas grandes empresas de tecnologia.
O alto-comissário afirmou que pretende enviar cartas às empresas do setor cobrando medidas imediatas para reduzir riscos. Ele também defendeu verificação independente, maior cooperação entre países e a definição de limites comuns para sistemas mais avançados. Para a ONU, a discussão não envolve apenas cenários extremos, mas também impactos já presentes sobre trabalho, democracia, privacidade, meio ambiente, comunicações e serviços essenciais.
O alerta ocorre em meio ao crescimento mundial do debate sobre como regulamentar a inteligência artificial sem impedir seus benefícios. A ONU vem defendendo uma governança internacional capaz de acompanhar uma tecnologia que deixou de funcionar apenas como ferramenta isolada e começa a ocupar espaços cada vez mais importantes em sistemas econômicos, sociais e institucionais.
Crédito: ONU/Loey Felipe


