Rio Branco, AC, 5 de setembro de 2026 08:02

Idosa estaria morta há pelo menos 1 ano dentro de casa em João Pessoa; ela era surda e viúva, diz prima; entenda o caso

A causa da morte de Magna Flora Carvalho da Fonseca, de 78 anos, encontrada morta dentro de casa, no Bairro dos Estados, em João Pessoa, foi considerada indeterminada pela perícia. Segundo o Instituto de Medicina Legal (IML) da capital paraibana, a mulher estaria morta havia pelo menos um ano quando o corpo foi localizado, em 31 de agosto. Magna Flora vivia de forma reclusa e, segundo familiares, estava sem água e energia elétrica. O estado avançado de decomposição fez com que partes do corpo já estivessem esqueletizadas, e não foram identificados sinais de violência.

A identificação foi feita por meio das impressões digitais e divulgada pelo IML na sexta-feira (4). Na mesma data, o corpo foi retirado do instituto por irmãs paternas e um sobrinho de Magna Flora. Exames complementares foram solicitados para auxiliar na investigação, incluindo análise de DNA e coleta de vestígios entomológicos, relacionados a insetos encontrados no corpo.

Magna Flora era natural de Cuité, no Curimataú da Paraíba, e morava em João Pessoa desde a adolescência. Ela era surda, viúva e não tinha filhos. Segundo a prima de segundo grau, Ana Cláudia, a idosa era independente, lúcida e levava uma vida reservada. Ela recebia uma pensão do pai, que já havia morrido e trabalhava como coletor fiscal, além de administrar a própria vida financeira e dirigir.

Entenda o caso

Magna Flora foi encontrada na sala da residência, em avançado estado de decomposição. Vizinhos relataram à polícia que o imóvel havia sido violado e que pessoas em situação de rua teriam entrado no local para furtar objetos. A informação passou a integrar a apuração, mas a perícia não encontrou sinais de violência no corpo.

Segundo Ana Cláudia, após a morte do companheiro, Magna Flora passou a viver sem água e energia elétrica e evitava o contato com parentes. Ela não tinha funcionários e, de acordo com a familiar, costumava se alimentar fora de casa e armazenava garrafas para beber e tomar banho. A Polícia Civil aguarda os resultados dos exames complementares para esclarecer as circunstâncias da morte. O corpo foi sepultado na noite de sexta-feira (4), em Cuité, sem velório.

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