Rio Branco, AC, 30 de abril de 2026 08:14

Idosa perde perna por possível negligência de médico em UPA de Cruzeiro do Sul

Uma família de Cruzeiro do Sul formalizou um pedido de investigação sobre a assistência prestada a uma idosa de 102 anos que passou por amputação recentemente. A denúncia levanta suspeitas de falhas nos protocolos médicos e possíveis irregularidades em registros de prontuário.

De acordo com a nota enviada à imprensa, o primeiro atendimento ocorreu em 28 de março de 2026, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Na ocasião, a paciente teria sido liberada com prescrição de medicamentos analgésicos e uso tópico, sem a realização de exames complementares, apesar de apresentar quadro de dor aguda.

Já no dia 4 de abril, a idosa foi levada ao Hospital Regional do Juruá, onde exames apontaram alteração em marcador clínico (D-Dímero de 1.195 ng/mL). Segundo os familiares, mesmo diante do estado considerado grave, o médico plantonista optou por dar alta hospitalar, com indicação de tratamento domiciliar e solicitação de exame vascular posterior.

Menos de 24 horas após a alta, no dia 5 de abril, a paciente retornou à UPA. Desta vez, outro profissional avaliou o quadro e determinou a internação imediata, além da transferência de urgência por ambulância. A família questiona a divergência nas condutas médicas e aponta que a demora no reconhecimento da gravidade pode ter comprometido o tratamento, resultando na amputação do membro.

A denúncia também destaca possíveis inconsistências nos prontuários médicos. Os familiares afirmam que registros de atendimentos anteriores, datados de janeiro de 2026, podem ter sido inseridos de forma equivocada, indicando um problema crônico na perna esquerda,posteriormente amputada. No entanto, a família alega possuir provas, como fotos com datas, de que as queixas anteriores eram relacionadas à perna direita.

O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Cruzeiro do Sul, ao Ministério Público do Estado do Acre e ao Conselho Regional de Medicina do Acre. A família solicita a preservação de imagens de câmeras de segurança das unidades de saúde e a realização de perícia técnica nos sistemas de prontuário eletrônico.

Até o momento, não houve manifestação oficial das unidades de saúde citadas. As investigações devem apurar se houve negligência médica ou irregularidades administrativas no atendimento prestado.

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