Rio Branco, AC, 7 de abril de 2026 08:50

Interferências do agora CAS 8, Egleuson Santiago, prejudica população do Acre que precisa de moradia e se veem sem opções

A paralisação da área destinada ao programa habitacional escancara um impasse que vai além de questões técnicas e entra no campo da gestão pública. De um lado, a SEHURB sustenta que o terreno não pode ser doado por se tratar de área de proteção ambiental. De outro, o relatório final do Instituto de Meio Ambiente do Estado do Acre (IMAC) aponta justamente o contrário, indicando que não há impedimento ambiental para a utilização do espaço.

Enquanto os órgãos não chegam a um entendimento, quem paga o preço é a população que aguarda por moradia digna. A obra segue abandonada, sem qualquer avanço concreto, e o cenário reforça a sensação de descaso diante de uma demanda urgente.

A crítica também recai sobre a condução interna da secretaria. O ex-secretário Egleuson Santiago, atualmente nomeado como assessor CAS 8 dentro da própria pasta, é apontado como figura central nas decisões sobre o andamento dos processos, o que levanta questionamentos sobre a falta de celeridade e de interesse em destravar a situação.

Diante desse impasse, cresce a pressão por uma solução definitiva que coloque fim à burocracia e priorize quem mais precisa: as famílias que ainda esperam por uma oportunidade de acesso à moradia.

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